O perfil dos processos trabalhistas seguem certas tendências, que podem ser claramente distintas. Nos anos 70 houve um grande crescimento das ações por intoxicações por substâncias. Após perder muitas causas e amargar grandes prejuízos, as empresas passaram a controlar a exposição dos trabalhadores, o que reduziu bastante tais causas trabalhistas.
O mesmo processo se deu com as perdas auditivas e acidentes de trabalhos, na década seguinte. Até que as empresas implantaram definitivamente o uso dos “EPIs” (equipamento de proteção individual), novamente derrubando a incidência desses processos. Nos anos 90 foi a vez da LER/DORT (Lesões por Esforços Repetitivos / Distúrbios Osteomusculares Relacionados ao Trabalho) tornar-se a grande onda de processos trabalhistas.
Nessa fase as empresas passaram a investir em ergonomia e ginástica laboral, entre outras iniciativas. Agora testemunhamos o crescimento exponencial de causas trabalhistas envolvendo sobretudo a saúde mental, principalmente casos de depressão e ansiedade, freqüentemente associados a alegações de danos morais. Até que as empresas se adaptem a essa nova realidade, investindo na qualidade de vida e ambiente saudável no trabalho, essas causas ainda experimentarão um grande crescimento.
|